Tudo começou com uma simples iniciativa autárquica em Gondar, freguesia natural de Ana Teixeira. "Fazia parte da lista e propusemo-nos a criar um grupo de ajuda animal", recorda. Na altura, os concelhos enfrentavam carências graves ao nível do bem-estar animal e o número de animais errantes era alarmante. Rapidamente, o que era para ser uma resposta local ganhou proporções imprevistas.
"Tivemos apelos de todas as freguesias do concelho e, às vezes, até de outros concelhos... O número de pedidos de ajuda foi aumentando", explica a fundadora. Embora contassem com o apoio da freguesia e tivessem criado um pequeno abrigo, a estrutura tornou-se insuficiente. "Surgiam pessoas que queriam ajudar e sozinhas, a título individual, não conseguiam... O grupo foi crescendo, foi tendo mais força e houve a necessidade de formalizar a Associação Ajuda a Animais, não agora em Gondar, mas em Amarante".
Esta formalização, impulsionada tanto pela vontade individual de dezenas de voluntários como pela "necessidade de intervenção", ocorreu numa época em que o cenário era desolador: "Não havia resposta nenhuma que fosse viável para o bem-estar dos animais em Amarante por parte do município".
