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Portugal
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Taxa Rosa em Portugal: Estudo sobre preços mais caros para mulheres continua por revelar três anos depois

Portugal aguarda há três anos por um estudo sobre a "taxa rosa". O JN revela que produtos para mulheres continuam a ser mais caros do que as versões masculinas.

Redação

A "taxa rosa", o custo acrescido que incide de forma desigual sobre o sexo feminino para produtos e serviços com funções idênticas aos masculinos, continua sem uma resposta oficial em Portugal. Segundo informações avançadas pelo Jornal de Notícias (JN), o estudo sobre o impacto deste fenómeno no país, aprovado originalmente no âmbito do Orçamento do Estado para 2023, permanece desconhecido quase três anos após a sua definição.

O intuito da proposta, apresentada pelo partido PAN, era esclarecer as razões pelas quais "os produtos destinados às mulheres custam mais do que produtos semelhantes destinados aos homens". Contudo, a análise pedida à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), sob a tutela dos ministérios da Economia e da Juventude e Modernização, ainda não foi tornada pública.

Impasse político e falta de respostas do Governo

Fonte oficial do PAN revelou ao JN desconhecer os resultados e confirmou ter voltado a questionar o executivo esta semana, após tentativas sem sucesso no ano passado. "Até hoje o Governo não respondeu", sublinhou o partido, notando que, apesar da mudança de executivo, os esclarecimentos poderiam ter sido prestados "como fez noutros casos".

Este diferencial de preços é visível em itens do quotidiano como desodorizantes, champôs e vestuário. Um kit de lâminas para mulheres "pode chegar a ter o dobro do preço de uma fórmula semelhante para homem", enquanto um simples corte de cabelo "pode pesar o triplo no bolso delas face aos homens". A questão tem tido eco na Europa, onde a eurodeputada Liesbet Sommen pediu o combate "às diferenças de preços sem justificação objetiva ou necessária".

Estratégias para evitar o custo extra no consumo

A informação avançada pelo JN destaca que ter "mais atenção na hora da aquisição de produtos ou serviços é essencial" para as consumidoras de todo o país, incluindo as da região Norte e da comunidade marcoense. Importa comparar regularmente as versões masculina e feminina e optar pela mais barata, independentemente de uma "embalagem mais convidativa".

O JN recomenda ainda que, perante discrepâncias óbvias, os cidadãos insistam "em fazer perguntas". Nas compras por impulso, o conselho é para que as mulheres tentem "arredar-se do que é usualmente mais do cor-de-rosa", sob o risco de acabarem a pagar um valor extraordinário por um produto idêntico à versão base.