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Sociedade
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Incêndio em Arouca já está dominado mas frentes simultâneas levantam suspeitas de crime

O incêndio florestal que deflagrou na quarta-feira, dia 27 de maio, em Escariz, Arouca, entrou em fase de rescaldo pelas 23h54. As autoridades investigam a origem do fogo.

Redação

O incêndio florestal que mobilizou mais de uma centena de bombeiros na localidade de Vila Chã, freguesia de Escariz, no concelho de Arouca, já se encontra dominado e em fase de rescaldo. Segundo a informação avançada pelo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, o fogo, "que deflagrou na freguesia de Escariz e que teve alerta pelas 17h30, foi dado como dominado pelas 21h20 e em resolução pelas 23h54" da passada quarta-feira, dia 27 de maio.

Focos simultâneos levantam suspeitas e motivam investigação policial

Apesar da resolução favorável e rápida da ocorrência, as circunstâncias em que o fogo teve início estão a gerar forte preocupação e desconfiança entre as autoridades locais. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, Sérgio Azevedo, revelou publicamente que a ocorrência registava "coisas estranhas".

Em declarações sobre o comportamento inicial das chamas, o responsável operacional salientou o padrão invulgar das ignições, afirmando que "houve muitos focos de incêndio a surgir à mesma hora e isso não é natural". Face a este cenário atípico de múltiplas frentes simultâneas, o comandante Sérgio Azevedo adiantou de imediato que "as autoridades policiais agora vão investigar" as causas e os eventuais autores materiais deste incêndio.

Operações de rescaldo e ausência de danos em habitações

A rápida intervenção dos meios de socorro evitou que as chamas se propagassem de forma descontrolada ou atingissem áreas habitacionais na zona de Vila Chã. De acordo com os dados partilhados pelas autoridades de socorro, "pelas 00:00 de hoje não havia indicação de feridos ou danos causados pelo fogo".

A mesma fonte oficial da Proteção Civil assegurou, logo nas primeiras horas de combate, que a ocorrência apenas "afetava apenas zona de mato" e fez questão de tranquilizar a população, sublinhando que, durante o período mais crítico do sinistro, "não temos indicação de que haja habitações em risco".

Forte mobilização de meios aéreos e terrestres no combate

O ataque inicial ao incêndio exigiu um reforço rápido e musculado para conter a progressão do fogo florestal no distrito de Aveiro. Cerca de duas horas após o alerta inicial, a operação de combate "mobilizava 130 operacionais e cinco meios aéreos", apoiados por 36 veículos terrestres.

Com a transição do estado da ocorrência para a fase de consolidação e rescaldo ao longo da madrugada desta quinta-feira, o dispositivo foi ligeiramente desmobilizado e reajustado. Ainda assim, a estrutura de socorro confirmou que se mantêm "no terreno 114 operacionais, apoiados por 34 viaturas", com a missão essencial de garantir a extinção total de eventuais pontos quentes, arrefecer o perímetro afetado e evitar quaisquer reacendimentos na mata local.