O anúncio foi feito esta quinta-feira, 19 de março, pelo diretor executivo Adriano Santos, que assumiu o cargo em dezembro de 2025.
A Orquestra do Norte (ON) atravessa atualmente uma fase de estabilidade financeira e operacional, tendo regularizado o pagamento de ordenados e subsídios que chegaram a estar em atraso no último ano.
O anúncio foi feito esta quinta-feira, 19 de março, pelo diretor executivo Adriano Santos, que assumiu o cargo em dezembro de 2025.
Em declarações à agência Lusa, o responsável assegurou que a estrutura vive hoje uma "fase de estabilidade a todos os níveis", contrastando com o cenário denunciado pela Comissão de Trabalhadores há cerca de um ano. Atualmente, os compromissos com os músicos e funcionários "estão a ser pagos normalmente".
Adriano Santos foi escolhido para a direção executiva pela Associação Norte Cultural, entidade que tutela a orquestra e que é presidida por Jorge Ricardo, autarca de Amarante. Com uma agenda de concertos já delineada até ao final do ano, a estratégia passa agora por consolidar o papel da ON como o principal veículo de música erudita no norte do país.
O diretor executivo revelou ter como objetivo reunir com os 86 municípios da região Norte para "reapresentar" a missão pedagógica e pública da orquestra. "O objetivo é levar a música erudita a todo o território do norte de Portugal", assumiu, destacando o papel fundamental da instituição em fazer chegar este género musical a todas as populações.
O futuro próximo da Orquestra do Norte reserva dois momentos importantes:
Eleições em abril: A Associação Norte Cultural irá a votos para eleger uma nova direção, que decidirá a continuidade ou sucessão na direção executiva.
Cimeira de Orquestras: Está prevista uma reunião entre a Orquestra do Norte, a Orquestra das Beiras e a do Algarve para debater e reivindicar o reforço do financiamento estatal para estas estruturas regionais.
A Associação Norte Cultural, fundada em 1992, mantém a sua base histórica de apoio em municípios como Alijó, Bragança, Vila Real, Guimarães e Fafe, contando ainda com o apoio de instituições como a Fundação Casa de Mateus e a Fundação Cupertino de Miranda.