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Sociedade
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Juventudes Socialistas exigem ao Governo a concretização da Linha do Vale do Sousa

As estruturas da Juventude Socialista (JS) de Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira e Paredes uniram-se para emitir uma tomada de posição conjunta na qual exigem o avanço da Linha do Vale do Sousa.

Redação

As concelhias alertam para o atraso na entrega de estudos técnicos e para a exclusão do projeto das prioridades imediatas do Governo, exigindo um calendário definido e o financiamento assegurado para a obra.

Através de um comunicado conjunto, os jovens socialistas dos quatro concelhos sublinham que a construção desta infraestrutura ferroviária "tem de deixar de ser uma promessa e passar a ser uma obra". A reivindicação, descrita como antiga e amplamente conhecida na região, visa colmatar a falta de alternativas ferroviárias que obriga milhares de cidadãos a depender diariamente do automóvel ou de transportes considerados pouco eficientes e dispendiosos para chegar ao Porto.

O projeto da Linha do Vale do Sousa

De acordo com os dados apresentados no manifesto da JS, a solução estrutural para a mobilidade da região já se encontra amplamente estudada e identificada:

  • Traçado: Ligação ferroviária entre Valongo e Felgueiras, servindo diretamente os concelhos de Paredes, Paços de Ferreira e Lousada.

  • Extensão: Cerca de 37 quilómetros.

  • Investimento previsto: 181 milhões de euros para a infraestrutura, aos quais acrescem cerca de 27 milhões de euros destinados a material circulante.

  • Impacto esperado: Potencial para transportar milhões de passageiros anualmente e reduzir de forma expressiva os tempos de deslocação.

As estruturas partidárias sublinham que, para além de facilitar as ligações à cidade do Porto, a ferrovia criará um fluxo de dois sentidos. Segundo a JS, a linha permitirá atrair trabalhadores e novas competências para as empresas locais, garantindo a competitividade da indústria da região e ajudando a atrair e a fixar a população, com especial destaque para os mais jovens.

Críticas à "burocracia de gaveta" e à recente resolução do Governo

A posição conjunta das quatro concelhias manifesta uma "enorme preocupação" face à recente publicação da Resolução do Conselho de Ministros n.º 77/2025. O comunicado aponta que, embora o Governo tenha aprovado o Plano Ferroviário Nacional e mandatado a Infraestruturas de Portugal (IP) para estudar ligações prioritárias no país, a Linha do Vale do Sousa foi deixada de fora dessa lista de prioridades imediatas.

"Recusamos que este projeto seja refém de uma 'burocracia de gaveta' ou de estudos que tardam em aparecer, servindo apenas como artifício para adiar uma decisão política inadiável."

A JS denuncia que o processo se encontra atualmente parado devido a um estudo de custo-benefício que tarda em ser apresentado, fazendo eco dos alertas já deixados por vários autarcas da região.

Face a este cenário, as Juventudes Socialistas signatárias exigem ao Governo um "compromisso claro", que se traduza na definição de um calendário, na garantia de financiamento e no avanço efetivo do projeto no terreno. O documento termina com a garantia de que estas estruturas políticas se manterão unidas e mobilizadas até que a obra ferroviária seja uma realidade.