Agora, 35 anos após a primeira vez que subiram a um palco, os irmãos decidiram voltar à formação original para um concerto de homenagem aos pais. Acharam que o Auditório Municipal de Baião chegaria para "as pessoas que ainda se lembravam", mas o público trocou-lhes as voltas: a primeira data esgotou num ápice e a segunda está prestes a fechar. Afinal, a família Manos Trio nunca os esqueceu.
A história desta banda não se escreve em conservatórios ou academias de elite, mas, sim, na resiliência do interior do país e no seio de uma família onde a música sempre foi a linguagem principal. Hoje, Pedro (50 anos), Zé (45 anos) e Hélder Azeredo (42 anos) são homens feitos, sócios de uma oficina de automóveis. Contudo, basta recuarmos até ao início da década de 90 para encontrarmos três crianças que, 'empurradas' pelo amor do pai à música, formaram um dos projetos mais acarinhados do concelho de Baião.

