As declarações foram prestadas enquanto decorria uma manifestação de professores promovida pela Fenprof em frente à nova sede do Governo, em Lisboa.
Em causa está o anteprojeto denominado “Trabalho XXI”, que o Governo, liderado por Luís Montenegro (PSD/CDS-PP), apresentou aos parceiros sociais a 24 de julho e que se encontra em discussão na Concertação Social. Tiago Oliveira advertiu que “quanto maior for o ataque” aos direitos dos trabalhadores no documento, “maior será a resposta nas ruas”.
“Se o Governo não recuar, se o Governo não retirar esta proposta de cima da mesa, se o governo não decidir recuar em toda a linha na apresentação e na discussão deste anteprojeto, a resposta da CGTP, a resposta dos trabalhadores, será dada consoante for ataque que está em curso”, garantiu o secretário-geral.
Questionado sobre a forma que essa intensificação da luta poderá tomar, Tiago Oliveira não excluiu a greve geral: “Tivemos uma grande jornada de luta no passado dia 20 de setembro. Já está marcada uma grande marcha nacional para o dia 8 de novembro em Lisboa e aquilo que a CGTP disse desde o início confirma-se: nenhum patamar de luta está fora de questão, tudo está em cima da mesa. E se o Governo continuar a querer seguir o caminho de manter este projeto em cima da mesa, a greve geral está em cima da mesa como forma de luta”, afirmou.
