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Penafiel
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Tâmega e Sousa: Cinco startups apresentam soluções de impacto social na sede da CIM

A sede da CIM Tâmega e Sousa, em Penafiel, acolheu o Demo Day do ONZE Scale, onde cinco startups apresentaram soluções de impacto regional a 29 de maio.

Redação

A sede da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa, em Penafiel, foi o cenário escolhido para o "Demo Day do ONZE Scale". O evento público marcou o encerramento do "programa de aceleração promovido pelo ONZE | Coletivo de Impacto". Na tarde de "29 de maio, microfone e palco serviram para cinco startups de impacto apresentar soluções concretas, testadas em contexto real". A apresentação decorreu perante uma assistência composta por "investidores, autarcas, diretores de hospitais públicos e privados, representantes do ensino superior e organizações sociais da região".

O programa ONZE Scale apoia diretamente "organizações com potencial de crescimento e impacto social mensurável". Ao longo de vários meses, cada projeto contou com "acompanhamento personalizado", focado em desenhar uma estratégia para implementar a respetiva solução na região. O coletivo é uma iniciativa conjunta do "Instituto Empresarial do Tâmega e pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico do Porto". Conta com o "investimento social da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e da Fundação Manuel António da Mota", sendo "cofinanciada pela Portugal Inovação Social, Norte 2030, Portugal 2030 e pela União Europeia".

Potencial estratégico e inovação no Tâmega e Sousa

Rui Peixoto Lira, Gestor de Projeto do ONZE | Coletivo de Impacto, explicou que a iniciativa compreendeu "dois meses de trabalho personalizado com cada uma destas soluções para eles conseguirem escalar". "Depois perguntámos: e se fosse aqui, no nosso território, como é que melhoramos a região a partir destas soluções?", referiu o gestor, salientando que a missão do coletivo passa por "criar alavancas, abrir portas e aproximar a inovação das entidades do território".

A importância estratégica da região mereceu também o destaque de Rui Pedroto, em representação da Fundação Manuel António da Mota. O investidor sublinhou que "esta é uma região com enormes potencialidades". Por estar "encostada à área metropolitana do Porto", apresenta "todas as condições para ser um motor de desenvolvimento do país". Segundo o responsável, o projeto ajuda a "valorizarmos o interior e a termos um país territorialmente mais coeso, evitando a desertificação e a desvitalização geográfica de algumas regiões".

A acompanhar esta perspetiva, Telmo Pinto, 1.º secretário da CIM Tâmega e Sousa, apontou que "a parte mais simples é o financiamento". Para o secretário, o verdadeiro "desafio é fazer desse financiamento uma alavanca para a criação de valor e de empresas que hoje são pequenas, mas que amanhã podem ser grandes e, se possível, globais", lembrando que "aquilo que é muito grande hoje, uma altura foi muito pequeno".

Projetos inovadores nas áreas da saúde, coesão e turismo

As startups validadas no Demo Day focam-se nas necessidades diretas da população. No setor da saúde, a "Gripwise Tech, liderada por Ricardo Mora", projetou um "dispositivo inteligente e adaptável" que permite a profissionais de saúde "avaliar a força muscular de forma simples, rápida e precisa". A "Wisify, de Tiago Andrade", aposta em "dispositivos médicos de alta precisão orientados para o diagnóstico e monitorização clínica". Por sua vez, a "HC Healthcare & Innovation, projeto de Helder Palheira", desenvolveu uma "plataforma digital que liga a oferta e a procura de serviços médicos ao domicílio".

No âmbito do desenvolvimento comunitário e do turismo, destacam-se duas iniciativas locais. A "Casa da Abóbora", associação juvenil sediada em "Aldeia, Cinfães, liderada por Joana Faria", trabalha em prol da "coesão social, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento comunitário em contexto de baixa densidade populacional". Já o projeto "Stay to Talk, de Carolina Mendes", foca-se num modelo de "turismo sustentável de imersão cultural no Tâmega e Sousa", convertendo a "hospitalidade local numa experiência autêntica e diferenciadora".

Networking e expansão de novos modelos de negócio

O encerramento do programa abre portas a uma nova fase de parcerias locais. O evento funcionou como um "espaço de networking entre os vários agentes que atuam na região", reunindo condições para o desenvolvimento de cooperação nos próximos meses. O ONZE assume o papel de intermediário para aproximar empreendedores de "câmaras municipais, empresas, hospitais e demais entidades".

A meta traçada passa pela internacionalização destas propostas. Diversos projetos contam com "tecnologia patenteada, desenvolvida em Portugal, com potencial de expansão nacional e internacional", enquanto outros pretendem replicar o modelo noutros concelhos, provando que a inovação social "é já uma realidade em curso".