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Porto
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Nuvem Vitória celebra oito anos a "embalar" crianças no Hospital São João

A Associação Nuvem Vitória assinala hoje, quinta-feira, 16 de abril, o seu oitavo aniversário de atividade na Ala Pediátrica do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto.

Redação

Desde 2018, a equipa de voluntários tem sido responsável por transformar o ambiente hospitalar através da leitura de histórias de adormecer, somando já mais de 35 mil narrativas contadas.

A equipa do Porto, composta atualmente por 102 voluntários, marca presença diária na ala pediátrica entre as 20h00 e as 22h00. O balanço destes oito anos revela o impacto social da iniciativa: 35.429 histórias lidas, que proporcionaram momentos de conforto e tranquilidade a 28.316 crianças e jovens internados.

Para a diretora do Serviço de Pediatria do São João, Eunice Trindade, o papel dos livros no contexto hospitalar é fundamental para o bem-estar dos pequenos doentes.

"Para além de ajudarem a acalmar e a entreter as crianças, a leitura partilhada cria momentos únicos de proximidade, fortalecendo o vínculo afetivo mesmo em situações de maior fragilidade", afirma a responsável, sublinhando ainda que a iniciativa promove "alternativas saudáveis ao tempo de ecrã".

Expansão na "Invicta"

Fundada em 2016 e reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), a Nuvem Vitória conta hoje com uma rede nacional de mais de 1.300 voluntários. O núcleo do Porto foi o segundo a ser criado pela associação, logo após o projeto-piloto.

Fernanda Freitas, fundadora e presidente executiva da associação, recorda que a escolha do Hospital de São João foi uma "decisão natural" e anuncia novidades para breve:

"Oito anos depois, estamos em fase de crescimento, pelo que iremos ter formação para a cidade invicta já no mês de junho."

Sobre a associação:

A Nuvem Vitória dedica-se a levar o imaginário dos livros a crianças que, por motivos de saúde, se encontram temporariamente fora do seu ambiente familiar. Através da leitura, a associação procura humanizar as rotinas hospitalares e inspirar as famílias a manter o hábito da leitura após a alta clínica.