Efeitos visíveis e descida de temperatura
Apesar de não ser total na maior parte do território, a cobertura será suficiente para que a população sinta "a temperatura abaixar", explicou o investigador. Rui Jorge Agostinho nota que a temperatura média do ar responde imediatamente ao desaparecimento do Sol e que os animais também reagem, acolhendo-se nos locais de descanso habituais.
O fenómeno completo, desde que a Lua começa a tapar o Sol até sair totalmente, terá uma duração máxima de uma hora e cinquenta minutos. O eclipse ocorrerá ao final do dia, "do lado poente", quando o Sol já estiver próximo do horizonte. O especialista adiantou que, caso o céu esteja limpo, muitas pessoas poderão observar o fenómeno na costa atlântica, aproveitando o facto de agosto ser um mês de praia.
Um momento histórico
Este eclipse será visível numa estreita faixa que atravessa o Ártico, a Gronelândia, a Islândia, a Espanha e Portugal, sendo que em Espanha a zona de escuridão total será maior.
A Ciência Viva recorda que o último eclipse total do Sol observado em Portugal aconteceu em 1912 e o próximo só ocorrerá em 2144, o que torna o evento de 2026 num "momento imperdível para várias gerações".