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Opinião
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Opinião: Voluntariar-se é possível para todos

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o Ano Internacional dos Voluntários em 2026. A Maia é a Capital Europeia do Voluntariado e Vila Nova de Gaia é a Capital Portuguesa do Voluntariado. Perante esta realidade, 2026 é o Ano por excelência do Voluntariado.

Redação

O Voluntariado é uma das expressões mais nobres da participação cívica. A resolução da ONU convida os Estados-Membros a integrarem o Voluntariado nos seus planos de desenvolvimento e a promoverem campanhas que valorizem a participação ativa dos cidadãos. Ao longo de 2026, o Ano Internacional dos Voluntários será acompanhado por mobilizações em vários Países, sublinhando que o Voluntariado, formal ou informal, é essencial para acelerar o progresso dos objetivos de desenvolvimento sustentável.

A ONU estima que existam cerca de mil milhões de Voluntários em todo o Mundo. Destes, 70% atuam de forma informal, apoiando diretamente as suas comunidades, vizinhos e famílias. Os restantes 30% integram organizações formais, projetos locais, plataformas digitais ou iniciativas internacionais. Independentemente da idade, género ou origem, “voluntariar-se é possível para todos”, recorda a referida Organização.

Esta força global aproxima gerações, fortalece laços comunitários e responde a desafios humanitários, sociais, culturais, recreativos, desportivos e ambientais, com criatividade e resiliência. É o verdadeiro exercício da cidadania ativa dos cidadãos.

Numa sociedade marcada por desigualdades e carências, os Voluntários assumem um papel determinante nas diferentes Coletividades e Associações e em todas as fases da vida. Trata-se do Voluntariado ao longo da vida:

  • Na infância, garante apoio a crianças vulneráveis, promovendo o acesso à educação, alimentação, cultura e atividades que estimulam o desenvolvimento saudável;

  • Na juventude, oferece orientação, acompanhamento e oportunidades que ajudam a construir percursos de vida mais seguros e confiantes;

  • Na idade adulta, contribui para apoiar famílias em dificuldades, combater o isolamento social e promover a inclusão;

  • Nos seniores, assegura companhia, cuidados básicos, dignidade e presença humana, muitas vezes o bem mais precioso.

É fundamental reconhecer que os Voluntários não se limitam à ação direta. Em Portugal, a grande maioria dos Dirigentes das Coletividades e Associações Culturais, Recreativas, Desportivas, Sociais e Humanitárias exerce as suas funções de forma totalmente Voluntária. São homens e mulheres que dedicam tempo, conhecimento e responsabilidade à gestão de Instituições que servem milhões de pessoas.

O seu contributo é decisivo:

  • Garantem a sustentabilidade e continuidade das organizações;

  • Promovem valores de cidadania, solidariedade e participação comunitária;

  • Criam condições para que Equipas Técnicas e Voluntários no terreno possam atuar com eficácia;

  • Sustentam atividades culturais, recreativas, desportivas, sociais e humanitárias, que enriquecem a vida das comunidades.

Estes Voluntários no terreno e na liderança, muitas vezes invisíveis, têm um impacto profundo e duradouro na coesão social.

Os Voluntários são um valor estratégico para qualquer sociedade que aspire a ser mais justa, humana e solidária. Eles criam pontes, aproximam pessoas e oferecem respostas onde o Estado e o mercado não chegam.

Ao celebrarmos, em 2026, o Ano Internacional dos Voluntários, a Maia, a Capital Europeia do Voluntariado, e Vila Nova de Gaia, a Capital Portuguesa do Voluntariado, reforçamos a convicção de que os Voluntários são uma força transformadora, capaz de mudar vidas, fortalecer comunidades e inspirar um futuro mais solidário e humano.

Concluo dizendo que as Coletividades e Associações do nosso País são a plataforma natural onde os cidadãos exercem a sua cidadania ativa como Voluntários. Por isso, podemos dizer com toda a propriedade que, como Associativistas e Dirigentes Associativos, 2026 é o Ano de Todos Nós.

Viva o Voluntariado!

O Presidente do Congresso da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto Dr. Manuel Moreira