O Governo vai alocar 400 novos agentes aos comandos metropolitanos da Polícia de Segurança Pública (PSP), destinando 200 efetivos para Lisboa e outros 200 para o Porto.
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, anunciou esta terça-feira, 12 de maio, um conjunto de medidas destinadas a reforçar a segurança e o policiamento de proximidade.
O Governo vai alocar 400 novos agentes aos comandos metropolitanos da Polícia de Segurança Pública (PSP), destinando 200 efetivos para Lisboa e outros 200 para o Porto.
O anúncio teve lugar após um encontro de trabalho que o Chefe do Governo classificou como uma “reunião extremamente produtiva” com os presidentes das câmaras municipais de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte. Montenegro sublinhou que a segurança e o combate à criminalidade têm sido "um assunto dominante" nas conversações mantidas com os dois líderes autárquicos.
Para além da injeção de novos efetivos, o plano de segurança prevê uma intervenção mais musculada e visível nas ruas:
Corpo de intervenção: Haverá um reforço significativo das ações de patrulhamento realizadas pelo Corpo de Intervenção da PSP em ambas as cidades.
Foco no risco: Estas operações táticas serão direcionadas especificamente para as zonas de “maior implicação” do ponto de vista criminal, visando dissuadir a criminalidade e aumentar o sentimento de segurança da população.
Numa medida estrutural que se estende também à margem sul do Tejo, o Primeiro-Ministro revelou ainda que está a ser preparada uma reorganização profunda dos serviços prestados nas esquadras da PSP de Lisboa, Porto e Setúbal.
O objetivo primordial desta reestruturação interna é reduzir a carga burocrática e administrativa, permitindo libertar cerca de 500 agentes adicionais para que sejam recolocados exclusivamente em funções de patrulhamento de rua.