Filho de pais naturais de Favões (Bem Viver), mas criado no Alentejo devido à profissão de GNR do pai, Fábio mantém vivo o orgulho pelas suas origens. “Sou mesmo alentejano desde pequenino”, afirma com convicção, já que é muitas vezes questionado devido ao nome da sua empresa: Alentejanos Publicidade. “Os meus pais são de cá, mas eu nasci e cresci lá até aos dez anos. O nome da empresa nasceu daí, porque toda a gente me chamava alentejano. E pronto, ficou”.
A infância no Alentejo marcou profundamente a sua forma de estar na vida. Recorda com nostalgia os dias em que saía à rua sem preocupações, nomeadamente à noite, jogava futebol nos campos da vila, ia à piscina, cinema, parques. “Era um tempo diferente, onde toda a gente se conhecia, e havia liberdade. Aquilo ensinava-nos a ser amigos de todo o mundo e a saber lidar com situações sozinho. Isso trouxe-me calma, algo que ainda hoje aplico em tudo o que faço”, diz, entre risos, recordando o slogan ousado da empresa: “Calma, que temos vagar”.
Com apenas 16 anos, Fábio decidiu abrir a sua primeira papelaria em Favões, aproveitando um espaço por baixo da casa dos pais que estava vazio. Sem grande experiência e sem vontade de continuar os estudos, viu na papelaria uma oportunidade de criar algo seu. “Pensámos em vários nomes, mas como toda a gente me chamava alentejano, ficou...".
O negócio começou de forma simples, mas logo despertou um interesse pela produção gráfica e design. Cartões de visita, cartazes, rifas e flyers passaram a ocupar cada vez mais espaço na sua rotina, até que a papelaria se transformou numa empresa de publicidade. “Chegou uma altura em que fechei as papelarias todas e lancei-me só na publicidade, sem saber se ia correr bem. Talvez tenha sido inspirado por uma gráfica no Alentejo, onde costumava correr entre as máquinas”.

