O piloto paivense, apoiado pela Associação Aventuras de Paiva e homenageado publicamente pelo município, participa no Campeonato Português de Todo-o-Terreno (CPTT) e prepara-se para voos europeus.
Mas a viagem até ao topo do pódio foi feita de superação, pausas forçadas e, acima de tudo, de uma resiliência movida a gasolina. Em entrevista, Ricardo Caetano abre o livro da sua vida desportiva, desde os primeiros passos "clandestinos" até à porta do Campeonato Europeu, desmistificando os perigos e a magia das quatro rodas.
A paixão adiada até à maioridade
Para Ricardo, a paixão pelos motores não caiu do céu; é herança genética. “Vem de família. Os meus tios, são todos vendedores deste tipo de veículos", revela. Contudo, a vontade de acelerar chocou de frente com a cautela parental. “Participo essencialmente no campeonato nacional de todo-o-terreno, sempre de moto 4 (...) desde os meus 18 anos, porque antes, por razões familiares, não andava. Quando eram os meus pais a mandar, não podia conduzir uma moto 4 porque não deixavam”, confessa o piloto.
Foi preciso atingir a maioridade e usar de muita “insistência” para convencer os pais a comprar a sua primeira moto 4. A partir daí, o talento natural, ou aquele “ADN” que Ricardo admite ter herdado, começou a sobressair. “Comecei a andar de Moto 4 por aqui, com os meus amigos, e toda a gente dizia (...) que tinha perfil para a coisa".
