O evento, promovido pela Irmandade da Lapa, pretende cruzar a música sacra com a memória literária do escritor, reforçando a ligação histórica entre a instituição e a vida de Camilo.
No âmbito das celebrações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco, a Igreja da Lapa, no Porto, acolhe um concerto dedicado à obra de Antonio Vivaldi no próximo dia 14 de março, às 21h30.
O evento, promovido pela Irmandade da Lapa, pretende cruzar a música sacra com a memória literária do escritor, reforçando a ligação histórica entre a instituição e a vida de Camilo.
O concerto será protagonizado pelo Coro e pela Orquestra de Câmara da Lapa, sob a direção do maestro Filipe Veríssimo. O programa selecionado destaca algumas das composições mais emblemáticas do período Barroco:
Nulla in mundo pax sincera;
Magnificat;
Gloria.
A iniciativa foca-se nos contrastes entre a intimidade das vozes solistas e a grandiosidade do conjunto coral, explorando a acústica e a atmosfera de recolhimento da Igreja da Lapa.
Este concerto integra o programa Camilo 200, especificamente inserido no projeto “Camilo e a Lapa”. Esta iniciativa cultural e académica visa destacar a relação do romancista com a cidade do Porto e com a própria Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.
Segundo Manuela Rebelo, provedora da Irmandade da Lapa, este evento é uma oportunidade para aproximar o público da igreja enquanto "espaço vivo de cultura". Além do momento musical, o projeto prevê para o ano de 2026 outras atividades multidisciplinares, tais como:
Uma grande exposição multimédia sobre a ligação de Camilo à Lapa;
A edição de um livro com cartas inéditas do escritor.
As celebrações do bicentenário iniciaram-se a 16 de março e prolongam-se ao longo de todo o ano de 2026. Sob a égide da CCDR Norte, foi estabelecido um protocolo que une atualmente mais de 30 instituições (incluindo 17 entidades municipais, culturais e científicas iniciais) para homenagear o legado de Camilo Castelo Branco na Região Norte.
A Irmandade da Lapa reafirma, assim, o seu compromisso com a preservação da memória de um dos maiores vultos da literatura em língua portuguesa, promovendo o encontro entre a criação artística e a comunidade portuense.