Tanto em Portugal como no estrangeiro, assistimos a um envelhecimento populacional que prevê a duplicação dos casos de Parkinson até 2040. O grande desafio atual é o acesso precoce. Não podemos esperar que o doente perca definitivamente a capacidade de caminhar, por exemplo, para o referenciar à reabilitação.
Em Portugal, embora tenhamos profissionais de excelência, ainda enfrentamos assimetrias geográficas no acesso a cuidados especializados de MFR. É imperativo que as políticas de saúde reconheçam que o investimento em reabilitação reduz custos a longo prazo, diminuindo por exemplo o número de quedas, de fraturas e de internamentos hospitalares. E que entendam também que, em doenças como esta, a eficácia do tratamento não se mede pelo ganho do que se já perdeu, mas sim pela vitória de não se perder mais, ou pelo menos não tão rápido.