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Castelo de Paiva
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Associação Comercial destaca evolução da Feira do Vinho Verde de Castelo de Paiva: Do HACCP à transição digital

A 27.ª Feira do Vinho Verde, Gastronomia e Artesanato de Castelo de Paiva, que decorre ao longo deste fim de semana no Largo do Conde, reflete um percurso de consolidação estrutural e modernização tecnológica.

Redação

O envolvimento da Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva (ACICP) ao longo de 18 anos de parceria com o município tem sido decisivo para garantir a segurança alimentar, o crescimento do certame e a sustentabilidade económica dos participantes.

O presidente da direção da associação comercial, António Novais, explicou que a intervenção inicial da estrutura empresarial surgiu da urgência em assegurar a continuidade do evento, dotando o espaço de condições adequadas às exigências regulamentares.

"Nasceu numa primeira fase com a necessidade urgente de que a feira não pudesse ser fechada pela ASAE porque as condições de higiene já não eram tão boas", recordou o dirigente. Segundo o responsável, o crescimento do certame exigia uma nova organização que priorizasse "dar condições às pessoas que nos recebiam e dar algum conforto e higiene necessária nas boas regras do HACCP".

Simplificação operacional e aposta na tecnologia digital

Com o objetivo de aliviar a carga logística dos produtores e expositores presentes no Largo do Conde, a associação implementou ao longo dos anos diversas medidas práticas, entre as quais se destaca a introdução do kit com o copo personalizado. "As pessoas que tinham o seu copo eram responsáveis pelo seu próprio copo. Retirámos todo esse trabalho ao produtor ou ao expositor para que a feira continuasse a crescer", detalhou António Novais.

Mais recentemente, o recinto da feira acompanhou o processo de transição digital através da desmaterialização da publicidade tradicional. O espaço, que anteriormente se encontrava com excesso de suportes publicitários físicos, passou por uma reestruturação visual.

"Tínhamos a feira inundada de lonas com os nossos patrocinadores que nos ajudam a que a feira fique mais barata nos custos de produção", contextualizou o presidente da ACICP. Aproveitando as verbas especificamente direcionadas para a transição digital, a organização optou por eliminar e proibir a utilização de lonas, avançando para soluções tecnológicas digitais que conferem maior modernidade ao recinto.

Retorno financeiro e maior investimento em 2026

De acordo com a perspetiva da associação comercial, a edição deste ano destaca-se como "o ano mais forte" e de "maior investimento", coincidindo com os 27 anos do evento. António Novais considera esta maturidade como "um reconhecimento com os nossos patrocinadores, com as empresas que apoiam a feira, que realmente vale a pena patrocinar porque tiram dividendos dela".

O foco principal da estratégia conjunta mantém-se na rentabilidade dos participantes locais do concelho, procurando garantir que a presença no certame se traduza em escala e viabilidade económica.

"Relativamente aos expositores, o objetivo é fazer com que eles ganhem mais, que tenham mais escala económica, que venham à feira e que tirem mais rendimento económico", sublinhou o dirigente, reforçando que o evento deve funcionar como uma plataforma de comércio efetivo além de uma mostra. "Grosso modo, para não dizer 98% ou 99%, todos tiram rendimento económico da feira", concluiu, evidenciando o esforço dos produtores e patrocinadores locais para dinamizar a economia regional durante o evento.