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Baião
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Ana Raquel Azevedo: "Ser Presidente da Câmara da minha terra é a maior honra da minha vida"

Eleita com o compromisso de abrir um novo ciclo de desenvolvimento em Baião, Ana Raquel Azevedo completa os seus primeiros meses de mandato com o foco colocado na proximidade e na descentralização.

Nesta entrevista, a autarca faz o balanço de um início de governação marcado pela implementação de medidas fiscais diretas para as famílias, pelo reforço do apoio às juntas de freguesia e pela gestão dos danos provocados pelas recentes tempestades no território.

Entre a responsabilidade de ser a voz da sua comunidade e o entusiasmo de projetar obras estruturantes como o Fórum do Tijelinho, a presidente da autarquia revela como está a reorganizar os serviços municipais para tornar Baião um concelho "mais ágil, eficiente e atrativo" para viver e investir.

A VERDADE: Qual é o sentimento predominante agora que se senta na cadeira de presidente: responsabilidade, entusiasmo ou apreensão?

ANA RAQUEL AZEVEDO: Existem dois sentimentos que vivem comigo diariamente: o de honra por ocupar este cargo, e obviamente o da responsabilidade por ser a voz e a representante de uma comunidade. Como já manifestei por diversas vezes, ser presidente de câmara da minha terra é a maior honra de toda a minha vida, e isso faz-me encarar este desafio com alto sentido de responsabilidade, espírito de missão e um grande entusiasmo.

Pese embora haja uma grande expetativa sobre o nosso trabalho, sinto-o na rua todos os dias, estou absolutamente convicta que esta equipa conseguirá promover o desenvolvimento do concelho e construir um futuro mais próspero com rigor, proximidade e acima de tudo, com muita vontade de fazer acontecer e de cumprir o programa eleitoral apresentado.

A VERDADE: Qual foi a primeira coisa que fez ou o primeiro dossiê que pediu assim que entrou no gabinete?


ANA RAQUEL AZEVEDO: A nossa principal prioridade foi desde logo a de conhecer melhor os colaboradores e o funcionamento dos serviços municipais. Eu acredito profundamente que a principal força de um município assenta nas pessoas que o fazem funcionar todos os dias, independentemente do serviço que representam.

Ao mesmo tempo tivemos a urgência em começar a trabalhar no orçamento para 2026. Apesar de existir a possibilidade de o entregar mais tarde, comprometi-me em tê-lo concluído até ao final do ano, e isso só foi possível graças a um grande esforço conjunto do executivo e dos serviços.

A VERDADE: O que é que mudou na sua rotina diária desde o dia 1 do mandato?


ANA RAQUEL AZEVEDO: Na verdade, quase tudo. Ser Presidente de Câmara tem um impacto tremendo na vida pessoal e familiar e, por isso, ainda estou a encontrar um ponto de equilíbrio.

Comprometi-me desde o primeiro dia a colocar as pessoas no centro da minha ação, e só é possível resolver os problemas das pessoas se estiver próxima, presente e a escutar os seus anseios. Assumimos, por isso, uma presidência “fora de portas” e isso está vertido na minha agenda semana e mensal, através das visitas comércio local e das instituições, porque é aí que se percebe a fotografia real do concelho. Iniciei já o atendimento semanal ao munícipe e os atendimentos mensais nas Juntas de Freguesia, através do “Baião + Próximo”.

A VERDADE: É comum falar-se nos ‘primeiros 100 dias’ de governação. Quais são as três medidas concretas que implementou neste período curto?


ANA RAQUEL AZEVEDO: Nestes primeiros 100 dias demos já passos muito concretos para transformar as intenções em ações. Entendo que anunciar medidas é importante, porque revela estudo, preparação e a vontade. Mas a expectativa que existe em nós é a de “fazer acontecer” e, por isso, estes primeiros meses foram de muito trabalho com reflexo palpável em 3 esferas de ação muito importantes.

No âmbito da descentralização e cooperação com as juntas de freguesia, reforçámos o apoio orçamental às Juntas de Freguesia com um aumento de 30% na verba afeta a limpezas, para que possam limpar mais e melhor os caminhos de cada lugar. Adicionalmente, aumentámos também 20% nas transferências de capital para que os presidentes de junta possam realizar mais investimento e, por fim, aumentámos o valor pago por quilómetro por parte da câmara às freguesias para a realização do transporte de crianças.

Implementámos o atendimento semanal por parte de todos os vereadores com pelouro e colocamos em ação a iniciativa “Baião + Próximo” na qual uma manhã por mês, faço atendimento presencial descentralizado nas 14 freguesias.

Ainda neste âmbito, iniciámos também o processo de revisão e simplificação do Código Regulamentar, no sentido de o tornar mais transparente, mais equitativo e menos burocrático na atribuição de apoios ao movimento associativo e às instituições.

Ao nível da saúde, tivemos já duas reuniões de trabalho com a administração da ULS Tâmega e Sousa no sentido de reforçar a resposta médica no concelho e temos em curso a implementação de um projeto-piloto de “Literacia em Saúde”. Já no próximo mês de março, teremos ativo o serviço dentário da Unidade Móvel de Saúde, sendo que o serviço de podologia está em fase final de reprogramação.

No âmbito social, temos vindo a reforçar a linha orientadora de trabalho com as IPSS, preparando o aumento da resposta e o reforço dos Centros de Relação Comunitária e, muito em breve, em linha com um compromisso eleitoral nosso, vamos descentralizar a Universidade Sénior já em Santa Marinha do Zêzere.

E, por fim, a nível económico e fiscal foi aprovado em orçamento a devolução de 1% do IRS às famílias, o que possibilita um maior rendimento e mais dinamismo económico. Demos início à preparação da equipa “Baião Atrai”, que queremos apresentar nos próximos meses, e em parceria com a AE Baião iremos arrancar com uma incubadora de empresas no centro da vila de Baião.

Para as famílias, estamos em fase avançada do procedimento para o programa “Baião Primeiros Passos”, que resultará com a atribuição de 1200 euros por cada criança que nasça e resida em Baião para ser gasto no comércio local e o seguro de saúde para bombeiros das nossas corporações.

Estas foram medidas emblemáticas da minha candidatura e não quero deixar para o último ano de mandato só para depois dizer que cumpri. Estamos a trabalhar arduamente para conseguir concretizá-las nos primeiros 6 meses de mandato, porque sei que farão a diferença.

A VERDADE: Durante a campanha eleitoral, qual foi a sua bandeira? Quando é que os munícipes vão ver essa obra/medida no terreno?

ANA RAQUEL AZEVEDO: A minha principal bandeira eleitoral foi a abertura de um novo ciclo de desenvolvimento assente no emprego, na habitação e na qualidade de vida com que neste orçamento se resume no lema : “Pelo futuro que juntos vamos construir”
E eu diria que os baionenses começaram a sentir essa mudança muito cedo, desde logo, e como já referi anteriormente, através das medidas fiscais aprovadas no orçamento, nomeadamente no que concerne à devolução do IRS, porque esta medida aumenta o rendimento disponível das famílias e mostra uma opção política concreta. Depois, há projetos estruturantes que já estão a ser preparados e que marcarão certamente o concelho, como é o caso do Fórum do Tijelinho e do Museu do Avesso. São projetos idealizados para mudar a dinâmica do território, gerar economia e reforçar identidade. Como é óbvio, estes  processos não são simples e rápidos. No entanto, isso não significa que não estejamos a trabalhar neles. Do Tijelinho, por exemplo, em 100 dias já demos alguns passos relativamente para a futura contratação do projeto.

A VERDADE: Existe alguma medida impopular ou difícil que tenha de ser tomada já no início para ‘arrumar a casa’?


ANA RAQUEL AZEVEDO: O trabalho nas autarquias é exigente e fortemente burocrático, com procedimentos morosos e, por vezes, difíceis de compreender para os cidadãos.

Todos aqueles que queiram construir ou reabilitar habitação em Baião precisam de respostas mais rápidas e eficazes por parte do Município. É com esse objetivo que, enquanto desenvolvemos um trabalho aprofundado de análise interna e externa aos constrangimentos existentes e preparamos uma reorganização dos serviços de urbanismo, decidimos reforçar a equipa com a contratação de um arquiteto sénior.

Nas últimas semanas, temos recebido um feedback muito positivo relativamente à tramitação dos processos, sinal claro de que estamos no caminho certo para tornar o serviço mais ágil, mais eficiente e mais próximo das necessidades das pessoas.

No âmbito cultural e associativo, sentimos que os Baionenses anseiam mudanças e, em coerência com o que dissemos na campanha eleitoral, é natural que surjam alterações no planeamento anual de eventos, na sua organização e até que questionemos a pertinência e relevância da continuidade de alguns. Este raciocínio aplica-se a feiras, eventos, mas também à forma como a câmara apoia e interage com as associações.

São mudanças que estamos a estudar, porque seria precipitado mudar tudo só para dizer que mudamos tudo muito rápido.

A VERDADE: O que pode dizer aos baionenses acerca da saúde financeira do município?

ANA RAQUEL AZEVEDO: Até ao momento, e do que já pudemos apurar, Baião apresenta uma situação financeira globalmente saudável. Apresentamos um orçamento de cerca de 36,7 milhões de euros para 2026, com uma estrutura de financiamento que combina receita própria, transferências do Estado e uma forte captação de fundos europeus, incluindo PRR e NORTE 2030.
Dito isto, governar é também a capacidade de resposta ao imprevisto. As recentes tempestades que assolaram o país provocaram estragos significativos em Baião, nomeadamente nas vias de comunicação que nos estão a criar muitos problemas nas acessibilidades, na queda de muros e outros danos patrimoniais que se continuam a somar. Apesar de ainda não ter sido possível apurar com exatidão os valores, temos a plena noção que estas incidências irão exigir investimentos avultados que podem condicionar outras prioridades. Não tenho dúvidas que o Governo será sensível ao que estamos a viver, dado que estas ocorrências terão um impacto negativo no orçamento para este ano.

A VERDADE: Prevê reestruturações nos serviços municipais?

ANA RAQUEL AZEVEDO: Uma empresa ou uma instituição como a Câmara Municipal tem de estar em constante adaptação para estar alinhada com o desenvolvimento tecnológico, novas exigências legais e regulamentares e com as expectativas dos cidadãos de maior transparência e eficiência.  O anterior executivo tinha contratado um serviço de consultoria para realinhamento organizacional e funcional do município. Atendendo ao facto do serviço já ter sido contratado e se encontrar numa fase avançada, demos continuidade ao mesmo e estamos a aguardar quais são as alterações sugeridas por uma empresa externa para melhorarmos a qualidade do serviço municipal e a resposta que damos aos baionenses. Naturalmente são processos que têm que ser encetados com muita sensibilidade, porque estamos a falar de recursos humanos, mas estou certa que se traduzirá numa melhoria dos serviços municipais, que é o grande objetivo do nosso trabalho.

A VERDADE: A crise na habitação afeta todo o país. O que pode a Câmara fazer, realisticamente, para baixar os preços ou aumentar a oferta neste concelho?


ANA RAQUEL AZEVEDO: Nenhuma autarquia resolve sozinha a crise, mas pode reduzir barreiras, aumentar oferta e orientar corretamente os apoios.

Baião tem instrumentos concretos, nomeadamente na execução da Estratégia Local de Habitação e do Programa 1.º Direito, com construção e reabilitação de habitação apoiada, e também as parcerias com o IHRU para a construção de apartamentos em regime de arrendamento acessível.

Reuni com o Presidente do IHRU, Dr. Benjamim Pereira, para fazermos o ponto de situação dos investimentos em curso e dos projetos de reabilitação de edifícios e antigos equipamentos escolares destinados a habitação para arrendamento apoiado e dos dois blocos para arrendamento acessível . Foi uma reunião de trabalho profícua que nos indicou um caminho concreto: mais oferta, mais rapidez nos processos e mais capacidade de articulação.

A VERDADE: Temos o PRR em marcha. Qual é a ‘obra’ que este concelho não pode perder a oportunidade de financiar com estes fundos?


ANA RAQUEL AZEVEDO: As prioridades têm de ser as que deixam legado e resolvem problemas estruturais: as grandes ligações rodoviárias que são determinantes para a competitividade do concelho e os investimentos em água e saneamento. Destaco, em particular, um investimento de cerca de 5,6 milhões de euros em saneamento e abastecimento de água, cofinanciado pelo NORTE 2030, porque isto é uma necessidade básica, é qualidade de vida, é saúde pública e é desenvolvimento.

Obviamente que estamos muito atentos às linhas disponíveis para outros projetos, que tal como referi anteriormente, vemos como fundamentais para o futuro de Baião.

Tomámos posse numa fase em que grande parte das decisões relativas ao PRR já estavam tomadas e por isso não partimos do zero, mas estamos a dar início aos nossos projetos para estarmos preparados e com maturidade para nos candidatarmos a novas linhas.

A VERDADE: As Câmaras receberam novas competências (Educação, Saúde, Ação Social). Sente que o município tem o orçamento necessário para gerir estas áreas sem perder qualidade?

ANA RAQUEL AZEVEDO: Esta descentralização de competências é, em teoria, bastante positiva porque aproxima o processo de decisão das pessoas e das suas reais necessidades.

No entanto, ela só é verdadeiramente eficaz se vier acompanhada dos meios financeiros adequados e ajustados a essas mesmas necessidades e eu fui uma voz ativa no alerta sobre este tema e aquando da aprovação da transferência das diversas competências. Aquilo que o executivo anterior afirmava é que estava confortável com os moldes e por isso, quanto a este tema, eu própria terei a minha conceção e opinião nos próximos tempos e serei voz ativa na reivindicação de uma justa transferência, se assim for necessário.

A VERDADE: A mobilidade costuma ser, de forma geral, uma queixa recorrente. Qual é a sua estratégia para o transporte público e estacionamento?

ANA RAQUEL AZEVEDO: Importa desde logo referir que Baião é um concelho extenso e com focos habitacionais muito dispersos: o que torna a nosso ver a mobilidade como um dos temas centrais para proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas.

Assim, temos de ser pragmáticos e estudar a possibilidade de negociar rotas com o concessionário para colmatar falhas mais urgentes. Mas há uma medida rápida que podemos avançar: divulgar melhor o projeto LIGA, um projeto da CIM Tâmega e Sousa que é um serviço de transporte flexível a pedido, que assegura transporte até à sede de concelho e centros de saúde em paragens e horários definidos, mediante reserva, a preços acessíveis. Este projeto é importantíssimo em territórios como o nosso e tem sido muito pouco divulgado, especialmente pela população sénior. 

A VERDADE: Como antevê a relação com a oposição? Espera um mandato de consenso ou prevê bloqueios à governação?


ANA RAQUEL AZEVEDO: A relação com a oposição será de diálogo e abertura para integração dos seus contributos e propostas. Não tenho qualquer problema de reconhecer boas ideias, venham de onde vierem, sejam de quem forem.

O mandato dos baionenses foi claro: estamos aqui para governar e governar implica decididir. Não estaremos sempre de acordo, mas acredito genuinamente que o Partido Socialista não quererá ser força de bloqueio na Assembleia Municipal, órgão onde não temos a maioria. Em dossiers como o orçamento, que é um documento estruturante do concelho, estou certa que conseguirmos sempre colocar o interesse de Baião como vértice comum e superar as nossas diferenças ideológicas.

Estive na oposição oito anos e tenho muito orgulho no trabalho que desenvolvi, com respeito, com concordância sempre que necessário, mas focada no escrutínio democrático.

Se houver oposição construtiva, terão em mim uma Presidente disponível, com lealdade institucional e geradora de consensos. Se assim não for, enfrentaremos os desafios com trabalho, com diálogo e transparência, mas sempre ancorados na legitimidade democrática que nos foi dada pelos baionenses.

A VERDADE: Como será a relação com as Juntas de Freguesia, especialmente aquelas que são de cores políticas diferentes da sua?

ANA RAQUEL AZEVEDO: O PSD ganhou apenas 4 em 14 juntas e isso não me impediu de reforçar fortemente os apoios financeiros às freguesias como já mencionei.

A relação será exatamente igual à relação que tenho com os Presidentes de Junta que são da minha cor política. O tempo partidário é o tempo da campanha, o tempo de governança não olha a cor políticas. Prova disso é que a negociação do Orçamento Municipal para este ano foi feita com todos de forma transparente, aberta e com muita lealdade institucional. A prova como o fizemos desta forma foi o voto favorável de 12 dos 14 Presidentes de Junta do concelho.

Estamos todos a trabalhar em prol dos nossos munícipes e fregueses, e na política autárquica não há divergências de fundo, insanáveis e intransponíveis que nos impossibilite de sentar a uma mesa e encontrar pontos em comum para avançarmos. A política é a arte de negociar, ceder e avançar com a melhor solução possível para as nossas populações.

A VERDADE: Daqui a quatro anos, quando terminar este mandato, que marca gostaria de ter deixado? Como quer que este concelho seja descrito em 2029?

ANA RAQUEL AZEVEDO: Todos os governantes devem trabalhar, no meu entender, para apresentar um concelho mais desenvolvido, com melhores condições de vida e com serviços públicos mais eficientes.

É, também a mim, isso que me move: um concelho que em 2029 tenha mais habitação do que tem hoje, mais empresas, mais oportunidades de emprego, melhores serviços de saúde e uma educação mais direcionada para o futuro.  

Para além disso, gostava que os baionenses sentissem que este executivo municipal esteve próximo, que os ouviu e, mesmo não agradando a todos, que o balanço global seja positivo.

A VERDADE: Se tivesse de escolher apenas uma transformação para ser recordado como a 'Presidente que fez...', qual seria?

 

ANA RAQUEL AZEVEDO: Ser Presidente da Câmara de Baião é um compromisso com a minha história, com as pessoas que me viram nascer e crescer pessoal e politicamente. E, indubitavelmente, o legado do nosso trabalho ficará eternizado pela obra que deixamos.

Acredito que vamos conseguir construir equipamentos que serão absolutamente críticos para o desenvolvimento de Baião nos próximos 30 anos, nomeadamente a Feira do Tijelinho e o Museu do Avesso, que marcará o início de uma estratégia de promoção do concelho de Baião com base na casta Avesso.

Mas também gostava de ser lembrada com a Presidente à frente do seu tempo, que criou programas para as crianças aprenderem programação, que é algo que ainda poucos municípios estão a apostar e permitir-nos-á ser diferenciadores daqui a 15/20 anos.

Acima de tudo, “Ser a presidente que fez…. A diferença”.

A VERDADE: Para encerrar, que mensagem direta gostaria de deixar aos munícipes, tanto aos que votaram em si como aos que não votaram?


ANA RAQUEL AZEVEDO: Sou, desde o primeiro dia, a Presidente de todos os baionenses sem exceção e por isso o lema do nosso orçamento para este ano preconiza isso: Pelo futuro que juntos vamos construir.

A porta do meu gabinete estará sempre aberta para ouvir, corrigir e melhorar. Só não erra quem não tenta fazer. Não ficarei de braços cruzados para dizer daqui a 4 anos que nunca errei.

Aos que votaram em mim, serei sempre infinitamente grata pela confiança e pela oportunidade que me deram e prometo trabalhar afincadamente para cumprir o nosso programa eleitoral.

Aos que não votaram, deixo uma mensagem clara: contem comigo na mesma, com a mesma dedicação e empenho. A democracia não termina no dia das eleições e o meu dever é representar e servir todos, de igual forma.

O futuro de Baião não se irá construir apenas com o executivo, mas sim com todos, independentemente das suas ideologias políticas. Da minha parte, continuarei a estar todos os dias no terreno, com empatia, seriedade, proximidade e sentido de missão, para enfrentarmos os grandes desafios que temos pela frente.