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Arouca
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Festival de Cinema de Arouca: Curta-metragem espanhola "Sugar" conquista o prémio de Melhor Filme

A curta-metragem espanhola “Sugar”, realizada por Carlos Gómez-Trigo e Pablo Arreba, venceu a 24.ª edição do Arouca Film Festival, cujos premiados foram anunciados esta sexta-feira, 18 de setembro.

Redação

A produção de 12 minutos aborda a prostituição feminina encoberta através da internet e destacou-se num conjunto de 36 curtas-metragens em competição no certame realizado em Arouca, no distrito de Aveiro.

A obra vencedora centra-se no envolvimento entre uma jovem de 20 anos e um homem de 45 para retratar o fenómeno dos sugar daddies. De acordo com João Rita, diretor do Arouca Film Festival, o filme denuncia “uma forma de prostituição encoberta que tem ganhado popularidade entre as novas gerações através das redes sociais e de aplicações de encontros”.

O festival, que decorreu entre os dias 9 e 19 de setembro, atribuiu o segundo lugar na categoria de curtas-metragens à produção germano-iraniana “Lighthouse”, de Sahar Nouh. A obra de 17 minutos, inspirada nos protestos liderados por mulheres no Irão, arrecadou também o prémio de Melhor Argumento.

Domínio iraniano nas longas-metragens

Na competição de longas-metragens, que contou com quatro obras a concurso, o grande vencedor foi o filme iraniano “Guardian of the Field”, dirigido por Mohammad Reza Kheradmandan. A produção arrecadou cinco galardões: Melhor Longa-Metragem, Melhor Realização, Melhor Argumento, Melhor Representação e Melhor Som. Ao longo de 103 minutos, a fita aborda questões como a confiança social, a responsabilidade comunitária e os conflitos entre deveres familiares e sociais.

A representação do Irão voltou a ser distinguida na categoria de curtas-metragens com “Afrat”, de Siavash Vazini, que conquistou o prémio de Melhor Ficção ao retratar a identidade e memória das mulheres curdas.

Cinema português e distinções técnicas em destaque

O cinema nacional também subiu ao pódio do festival arouquense. O realizador português Emanuel Nevado venceu o prémio de Melhor Animação com a curta-metragem "A cada dia que passa", uma obra de 11 minutos sobre a solidão e a rotina na velhice. Já o Prémio do Público foi entregue à curta-metragem “Sophie’s Bakes”, do cineasta português Hugo Coelho.

Nas restantes categorias de curtas-metragens, a produção espanhola “La hora escrita”, de Coke Arijo, venceu os prémios de Melhor Realização e Melhor Edição. As distinções de Melhor Realização e Melhor Som foram para “Como las cucarachas en Verano”, de Sergio Enrique Porras Ascanio e Alexandra Vivas Guittard, enquanto o prémio de Melhor Representação distinguiu os atores Rosario Pardo e Rafa Nuñez no filme “Amarraditos”, de Arturo Monbiedro Lozano.

Por fim, na categoria de Fotografia, o galardão foi atribuído a Vadim Poteev pelo trabalho no drama histórico de 150 minutos “Black Forest”, realizado pelo russo Radik Kudoyarov, focado nos impactos dos bombardeamentos aliados na Alemanha em 1944.