Para José Oliveira o amor aos motores não é recente; é uma herança de berço. "Desde muito pequenino que o meu pai pegava em mim ao colo e punha-me a guiar no colo dele e eu a guiar no volante. Devia ter três, quatro anos. E ele trocava as mudanças e eu só ia ao volante".
As memórias de infância em Várzea do Douro são povoadas por máquinas, tratores e carros velhos. O espírito empreendedor (e desenrascado) manifestou-se cedo. "Vendia sacos de limões e laranjas para ganhar ali mil, dois mil escudos para gastar num bocadinho de gasolina, arranjava um carrito velho...Havia sempre aquela componente de mecânica, a gente arranjava os carros para dar uma voltinha".
