A descoberta foi feita numa área integrada na Rede Municipal de Microrreservas e resulta de uma colaboração ativa iniciada em 2023 entre o município de Lousada e a BIOPOLIS-CIBIO, no âmbito do projeto Biodiversity Genomics Europe.
Segundo a autarquia, o trabalho de campo focou-se na amostragem de insetos polinizadores e de ácaros aquáticos, um grupo até então pouco estudado em Portugal. As recolhas permitiram capturar nove espécies em Lousada: além da nova espécie para a ciência, quatro correspondem a novos registos para Portugal.
Bioindicadores de qualidade da água
O município esclarece que estes pequenos animais "não constituem qualquer perigo para a saúde humana". Pelo contrário, são considerados "bioindicadores da qualidade da água", uma vez que a sua presença permite detetar alterações nas condições ambientais dos ecossistemas aquáticos.
A identificação desta nova espécie foi oficializada através da publicação do artigo científico Molecular phylogeny reveals a new species of the Hygrobates longipalpis complex from Portugal (Acariformes, Hydrachnidia, Hygrobatidae) (2026), assinado pelos investigadores Pešić, Konopleva, Girão, Vergata, Sousa e Ferreira.
Para a Câmara Municipal, esta descoberta reforça a importância da Estratégia Municipal para a Sustentabilidade Ambiental e valida o trabalho de "restauro ecológico e conservação ambiental" que tem vindo a ser desenvolvido, demonstrando o valor da colaboração com a comunidade científica para expandir o conhecimento sobre a biodiversidade local.
