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Marco de Canaveses
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VI Feira do Pão Podre regressa a Sobretâmega a 28 e 29 de março

A tradição do Pão Podre volta a estar em destaque no concelho do Marco de Canaveses e na região, com a realização da VI Feira do Pão Podre e Produtos Locais, nos dias 28 e 29 de março, no Parque Fluvial do Tâmega, na freguesia de Sobretâmega.

Redação

A iniciativa é organizada pelo Grupo Cultural e Recreativo da Aldeia de Canaveses (GCRAC) e promete dois dias de convívio, gastronomia e valorização das tradições locais.

Depois da experiência do ano passado, a feira volta a decorrer durante dois dias. Segundo Sérgio Silva, presidente da Mesa da Assembleia do GCRAC, o formato revelou-se positivo e veio para ficar. “O ano passado foi experiência, correu bem e este ano é para manter”, afirmou.

Um dos principais destaques do evento é o tradicional pão podre, doce típico associado à época pascal. Na edição anterior foram vendidos cerca de mil quilos, um crescimento significativo face aos cerca de 700 quilos vendidos dois anos antes. “Esperamos este ano vender o mesmo ou até superar esse valor”, referiu o responsável, acrescentando que a realização da feira ao longo de dois dias contribuiu para esse aumento.

Além do pão podre, o certame contará com vários produtos regionais, como enchidos, vinhos, artesanato e outras especialidades locais, com participação maioritariamente de produtores do concelho. Ainda assim, a crescente notoriedade do evento começa a atrair também interessados de fora.

A escolha da data está também ligada à tradição. O pão podre é considerado, na região, um doce típico da Páscoa, sendo tradicionalmente preparado para oferecer a familiares, amigos ou pessoas próximas. “Era o nosso doce de Páscoa. Antigamente fazia-se para oferecer às pessoas amigas ou a quem se queria agradecer favores. Fazemos a feira no fim de semana anterior para que as pessoas possam ter o pão podre na mesa na Páscoa”, explicou.

Entre as atividades previstas está novamente a confeção ao vivo do pão podre, uma das atrações mais procuradas pelos visitantes. A demonstração será feita em fornos instalados no recinto. “As pessoas gostaram muito de ver a confeção ao vivo. Este ano vamos ter dois fornos e quem estiver a assistir vai poder provar o pão podre acabado de sair do forno”, destacou.

O programa inclui ainda animação musical nos dois dias, com a participação das Concertinas de Soalhães no sábado e, no domingo, dos Filhos da Adega e do Grupo Musical Amigos do Sousa e Tâmega. O Grupo de Bombos de Sobretâmega também marcará presença ao longo dos dois dias do evento. Para além das tasquinhas e dos produtos locais, haverá ainda a possibilidade de almoçar no recinto, com refeições confecionadas em forno, reforçando o ambiente de convívio que caracteriza a feira.

Para Sérgio Silva, a iniciativa tem também um objetivo claro: preservar e divulgar uma tradição que estava em risco de desaparecer. “Antes de começarmos a feira notámos que a tradição do pão podre estava a desaparecer. Felizmente, desde que começámos a organizar a feira houve um ‘boom’ e hoje quase não há casa em Sobretâmega que não tenha pão podre na Páscoa”, sublinhou.

No final, o responsável deixa o convite à população para participar no evento. “Queria convidar todos a aparecer na Feira do Pão Podre e dos Produtos Locais. Venham pelo pão podre, pela animação e pelo convívio. Os dois dias prometem.”