Segundo o dirigente sindical Diogo Mina, a paralisação teve um impacto significativo no funcionamento das unidades de saúde, garantindo-se, no entanto, o cumprimento dos serviços mínimos.
A greve nacional de dois dias convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (Stts), que termina às 24h00 desta terça-feira, 5 de maio, registou uma taxa de adesão estimada entre os 70% e os 75%.
Segundo o dirigente sindical Diogo Mina, a paralisação teve um impacto significativo no funcionamento das unidades de saúde, garantindo-se, no entanto, o cumprimento dos serviços mínimos.
Serviços mais afetados: Blocos operatórios, cirurgias programadas e consultas externas.
Unidades com maior impacto: ULS de Santa Maria (Lisboa), Amadora/Sintra, São João (Porto), Santo António (Porto), e os Hospitais de São Francisco Xavier e Egas Moniz (Lisboa).
Adesão por classe profissional: Os enfermeiros e técnicos auxiliares de saúde foram os que mais aderiram; os médicos foram a classe com menor participação.
O sindicato revelou ter recebido 30 queixas por escrito e centenas de telefonemas reportando ameaças por parte de chefias contra trabalhadores que pretendiam exercer o direito à greve. As ameaças incluíram:
Instauração de processos disciplinares;
Marcação de faltas injustificadas;
Ameaças de despedimento e definição arbitrária de serviços mínimos por parte das chefias.
O presidente do Stts, Mário Rui, elencou os principais motivos que levaram os profissionais de saúde à greve, sublinhando o "cansaço" da classe:
Remunerações: Atrasos e problemas no pagamento de horas extraordinárias.
Carreiras: Falta de progressão e ausência de aumentos salariais (com casos pendentes desde 2023).
Técnicos Auxiliares de Saúde: Exigência de uma nova carreira para este grupo, cuja revisão está estagnada há longo período.
Diálogo: Necessidade de os trabalhadores serem efetivamente ouvidos pelas entidades competentes.