logo-a-verdade.svg
Sociedade
Leitura: 2 min

DGS e Proteção Civil emitem "três regras simples" para usar geradores e evitar morte por monóxido de carbono

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Proteção Civil divulgaram esta segunda-feira, 2 de fevereiro, um conjunto de recomendações de segurança para a utilização de geradores. O alerta surge face ao aumento da procura destes aparelhos para suprimir as falhas de energia provocadas pela tempestade Kristin.

Redação

Numa publicação conjunta, as autoridades destacam que, embora possa ser necessário recorrer a geradores para a produção de energia, é fundamental conhecer os riscos associados para evitar acidentes e intoxicações. Para garantir a segurança, foram emitidas "três regras simples":

  1. Não utilizar os geradores em espaços fechados, mesmo que portas ou janelas estejam abertas;

  2. Manter o aparelho afastado pelo menos seis metros da casa;

  3. Direcionar os gases de escape para longe das habitações.

O perigo invisível

A DGS e a ANEPC avisam que o monóxido de carbono é um gás "invisível e sem cheiro, tóxico, que mata em silêncio", representando um perigo maior durante a noite ou enquanto se dorme.

O aviso sublinha a letalidade rápida deste gás: "mesmo um gerador pequeno liberta monóxido de carbono suficiente para matar em 10 a 15 minutos, num espaço fechado ou semifechado".

Sintomas e como agir

Em caso de deteção de gás ou suspeita de intoxicação, a indicação é ligar imediatamente para o 112, sair para o exterior e não regressar até haver autorização dos profissionais.

Os sintomas de alerta incluem:

  • Dor de cabeça persistente, tonturas ou sensação de desmaio;

  • Náuseas e vómitos sem causa aparente;

  • Cansaço ou fraqueza fora do normal;

  • Confusão, dificuldades em pensar ou falar, sonolência excessiva e falta de ar.

Contexto de fatalidades

O mau tempo já causou a morte a nove pessoas desde a semana passada. Entre as vítimas contabilizadas, além das cinco associadas diretamente à depressão Kristin e uma outra anunciada pela Câmara da Marinha Grande, registaram-se três óbitos posteriores: dois por quedas de telhados durante reparações e um por intoxicação com origem num gerador.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são os mais afetados pela destruição, que inclui cortes de energia, danos em casas e infraestruturas, levando o Governo a decretar situação de calamidade para 69 concelhos.