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Sociedade
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115.º aniversário da GNR: Presidente da República condena agressões a militares

O Presidente da República, António José Seguro, marcou presença este domingo, 3 de maio, na cidade do Porto, para assinalar o 115.º aniversário da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Redação

Durante a cerimónia, o chefe de Estado enalteceu o esforço da corporação no cumprimento da sua missão, mas aproveitou a ocasião para deixar uma forte condenação aos recentes episódios de agressões a forças de segurança.

Agressões são sinal de "erosão" da democracia

Abordando os ataques a militares da GNR que têm vindo a público, António José Seguro classificou a situação como um tema que exige "reflexão séria e ação responsável". Para o Presidente, estes atos não são apenas casos isolados, mas sim indícios graves que afetam a estabilidade do Estado de Direito.

"Nos últimos anos têm vindo a público episódios preocupantes de agressões a agentes das forças de segurança. Estes acontecimentos não são apenas ataques individuais. São sinais de uma erosão de valores fundamentais que sustentam a convivência de uma sociedade livre."

O chefe de Estado lembrou que a autoridade democrática não é uma imposição arbitrária, mas, sim, uma expressão da vontade coletiva. Nesse sentido, apelou à promoção de uma cultura de respeito mútuo pelas instituições e pelas pessoas que as representam no terreno, sublinhando que a violência nunca é aceitável.

"Quando um agente da autoridade atua, não o faz em nome próprio, mas em nome de todos nós (...). Desrespeitar a autoridade legítima, agredir quem nos protege é fragilizar a nossa liberdade. Em sociedade, não há liberdade sem regras, não há direitos sem deveres e não há segurança sem respeito mútuo."

Proximidade, versatilidade e o papel nos incêndios

Durante o seu discurso, de acordo com as declarações veiculadas pela agência Lusa, o Presidente da República fez questão de valorizar o lado humano da GNR, destacando a sua importância vital nas zonas mais despovoadas do país. Esta presença efetiva no território materializa-se através de programas de proximidade essenciais, tais como:

  • Programa 65: Focado no apoio à população mais idosa e isolada;

  • Programa Escola Segura: Direcionado para a segurança da comunidade escolar.

A versatilidade da corporação foi igualmente elogiada. António José Seguro recordou o papel decisivo da Guarda no combate aos incêndios de agosto do ano passado. Tendo estado presente no terreno nessa altura, o Presidente assumiu que "tornou-se claro que a capacidade do Estado depende destas forças".

Para além da resposta às chamas, o Presidente assinalou ainda o papel predominante da GNR em duas outras frentes críticas: a prevenção da sinistralidade nas estradas portuguesas e o controlo das fronteiras marítimas no combate a atividades ilícitas.

Mais mulheres na corporação

A terminar a sua intervenção, o Presidente da República congratulou-se com o aumento do número de mulheres nas fileiras da GNR. Segundo o chefe de Estado, esta realidade reflete o mérito e garante que a instituição apresenta uma maior representatividade da sociedade portuguesa atual.