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Sociedade
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Portugal no top 5 dos destinos preferidos dos europeus para o verão num ano de viagens mais curtas

A procura dos europeus por viagens para a primavera e verão deste ano registou um aumento de 17% face a 2025. Portugal, a par de Espanha e de outros países do sul da Europa, consolidou a sua posição como um dos destinos de eleição, num cenário onde a vontade geral de viajar atinge o valor mais alto desde 2020.

Redação

Os dados constam do mais recente relatório da European Travel Commission (ETC), citado este sábado pela agência de notícias Europa Press. O documento revela que o otimismo na retoma das viagens é impulsionado fundamentalmente pelos jovens europeus (entre os 18 e os 34 anos), cujas intenções de viajar aumentaram de forma significativa.

O Top 5 das preferências na Europa

A liderança das escolhas para as férias de primavera e verão recai de forma clara sobre os países do sul, com destaque ibérico. A distribuição das preferências dos viajantes europeus faz-se da seguinte forma:

  • Espanha: 14%

  • Itália: 11%

  • França: 8%

  • Portugal: 6%

  • Grécia: 6%

Na hora de escolher o destino, o relatório da ETC destaca que a segurança é o principal critério de decisão, seguida da procura por um clima agradável e estável, e pela existência de ofertas atrativas.

A sombra da inflação e da geopolítica

Apesar de o interesse em viajar estar no seu pico dos últimos seis anos, o clima atual é de maior cautela. As decisões de viagem estão a ser cada vez mais influenciadas pelo peso na carteira e pelo contexto internacional:

  • Custos das viagens: Continua a ser a principal preocupação geral, afetando as escolhas de 20% dos europeus.

  • Tensões no Médio Oriente: A preocupação com este conflito sofreu um aumento drástico de nove pontos percentuais, condicionando agora 18% dos viajantes.

Novos hábitos: Viagens mais curtas e orçamentos controlados

A incerteza económica e geopolítica está a transformar o perfil das férias. Miguel Sanz, presidente da ETC, explica que os viajantes estão a adotar uma abordagem "mais seletiva e centrada na relação qualidade-preço".

Na prática, isto traduz-se em planos mais flexíveis e orçamentos geridos ao detalhe. Os novos hábitos revelados pelo relatório indicam que:

  • Duração: A norma passou a ser uma estadia mais curta, de quatro a seis noites (preferência de 38% dos viajantes). Em contrapartida, as estadias mais longas (de sete a 12 noites) recuaram para os 37%.

  • Orçamento: Há um aumento de 4% na percentagem de europeus que planeia destinar um orçamento moderado para as suas férias, fixando o limite de gastos até aos 1.000 euros.