Natural da freguesia, ainda que registada em Campelo, Maria sempre viveu em Baião, onde construiu raízes profundas. Filha de um cantoneiro e de uma mãe doméstica, cedo aprendeu o valor do trabalho e da responsabilidade. A vida, no entanto, apresentou-lhe desafios desde muito cedo: a mãe foi diagnosticada com a doença de Parkinson aos 31 anos, o que levou Maria a assumir, ainda jovem, um papel duplo: de irmã e de mãe do irmão mais novo. “Fui irmã e fui mãe”, recorda.
Hoje, aos 61 anos, Maria continua a cuidar da mãe que, apesar das limitações físicas, mantém uma lucidez admirável, enquanto gere o negócio e acompanha a família, que já se estende a seis netos. Um equilíbrio exigente, mas que encara com naturalidade: “Se tiver alguma coisa para fazer, venho. Não fico parada.”
Maria Tavares passou pela costura, pela restauração e até pela construção civil, sempre com uma vontade inata de aprender e reinventar-se. Mas as flores estavam, de alguma forma, sempre presentes. Desde jovem, criou arranjos para ocasiões especiais e peças artesanais... tudo feito em casa, com criatividade e dedicação.

